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Você sabe o que é um “pé diabético”?
Depois de alguns meses ausente, estou de volta, caro leitor. Confesso que é uma enorme satisfação voltar a escrever sobre um assunto bem interessante
que é o cuidado com seus pés. Lembre-se de que os pés são a base de nossa sustentação e temos que ter todo cuido com eles.
Nesta edição, falarei sobre a diabetes e sua ligação
com os pés. O objetivo do tratamento feito por um podólogo no “pé diabético” é reduzir as incidências
de problemas graves e dar aos pacientes condições
de conviver pacificamente com o diabetes.
A palavra diabetes mellitus origina-se do grego e do latim: Diabetes (líquido que passa direto por um sifão) e Millitus (mel). Esta expressão pode ser traduzida por ‘urinar muito doce’, popularmente conhecida apenas por DIABETES. É uma disfunção
causada pela falta de insulina, ou pela diminuição
na produção ou ainda pela incapacidade em exercer suas funções, provocando o aumento da glicemia (açúcar no sangue).
Para entender melhor o diabetes, é preciso conhecer
a função do açúcar e da insulina em nosso organismo. Nós necessitamos de um ‘combustível’.
É o açúcar que gera energia para o nosso organismo funcionar, mas isso só ocorre se houver a insulina. Portanto, a função da insulina é garantir a entrada de glicose nas células para a produção de energia.
A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, uma glândula que fica no abdômen, entre
o estômago e a coluna vertebral. Quando nos alimentamos, ingerimos vitaminas, proteínas, sais minerais e glicose (açúcar). Esta glicose é absorvida
no intestino, entra na corrente sanguínea e, com a ajuda da insulina, penetra nas células para produzir energia e assim garantir o funcionamento do organismo.
Sintomas do diabetes
- Muita sede
- Vontade de urinar diversas vezes
- Perda de peso
- Fome exagerada
- Visão embaçada
- Infecções ou machucados que demoram para cicatrizar
- Cansaço inexplicável
- Hiperglicemia
Obs.: os sintomas diminuição da visão e ulceração
na pele e unhas são sinais que a doença já está adiantada.
Estima-se que existam no Brasil cerca de 10 milhões de indivíduos com diabetes, dos quais metade
desconhece o diagnóstico, ou seja, a doença será identificada freqüentemente pelo aparecimento
de uma de suas complicações.
O diabetes mellitus afeta igualmente homens e mulheres e o seu risco aumenta com a idade.
Por que o diabético é mais predisposto à infecção
nos pés?
Devido à má oxigenação dos tecidos, decorrente
à circulação sangüínea deficiente e diminuição
das defesas protetoras. A microangiopatia e a neuropatia fazem com que o diabético esteja mais predisposto à infecção do que outras pessoas. A infecção no pé pode invadir facilmente os tecidos vizinhos atingindo também os ossos levando a osteomielite
e causando deformações ósseas.
A gangrena pode ocorrer pela falta de circulação,
devido à infecção ou ambos, pois foi causada pela obstrução dos pequenos vasos digitais. Pode ocorrer também pela falta de circulação sangüínea em um grande vaso da coxa ou da perna, devido a sua obstrução. A gangrena se manifesta, inicialmente
por palidez e vermelhidão da pele afetada e tem um mau cheiro característico. As úlceras ocorrem
abaixo da cabeça do metatarso ou nas áreas de maior pressão. Este aumento de pressão leva à formação dos calos e posterior ulceração.
Como diagnosticar o “pé diabético”? Pelos sintomas
da neuropatia, calosidades, alterações nas unhas, diminuição da circulação com diminuição ou ausência dos pulsos arteriais
distais (dos pés); esfriamento do pé (palidez ou arroxeamento do(s) dedo(s) ou do pé.
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