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![]() Gustavo Fidelis é um dos cantores brasileiros que vem se destacando nos Estados Unidos. Quase todos os dias ele apresenta-se para comunidade brasileira, norte-americana e hispânica, em Miami e no condado de Broward. Seu carisma, talento e beleza arrancam muitos suspiros e aplausos do público fiel que conquistou rapidamente em apenas sete meses na América.
Aos 29 anos de idade, Gustavo vem trilhando uma carreira na música que teve início quando ele tinha oito anos, época em que começou a ter aulas de órgão eletrônico. A partir daí, passou a se apresentar na escola e em eventos, fatores que muito contribuíram para que muito cedo ele aprendesse a lidar com a platéia. Imerso no mundo da música, ao longo dos anos ele aprendeu a tocar outros instrumentos musicais, como bateria e violão. Natural de Florianópolis, Gustavo é filho de Nilson Fidelis (já falecido) e Quíria Regina Lopes, e irmão mais velho de Gabriel e o Bernardo. É formado em Turismo e Hotelaria na UNIVALI de São José, SC e pós-graduado em Gestão e Planejamento de Eventos. Começou profissionalmente na banda Mirabilis Jalapa, onde também compôs várias músicas. Em 2003, começou a cantar e tocar com Rodrigo Ribeiro, onde formou o Acústico Fidelis & Ribeiro. Foram quatro anos de muito êxito que renderam a dupla um programa de televisão, em Florianópolis. Determinado e sempre em busca de novos desafios, ano passado, Gustavo participou do programa Ídolos (no SBT). E é para falar sobre esta experiência e a vida nos Estados Unidos que Gustavo concedeu uma entrevista exclusiva para TiTiTi News Magazine. Como foi a experiência de participar do programa Ídolos? Sensacional. Apesar de toda a pressão do concurso foi uma experiência incrível e faria tudo novamente. Foram muitas horas de espera pra entrar numa sala de audição, com o nervosismo tomando conta de todo o corpo, bater de frente com os jurados que te fitam de cima abaixo e, além disso, ter a sensação de que o Brasil inteiro está te olhando pelas lentes das várias e gigantescas câmeras espalhadas
pelo estúdio. Confesso que é muito difícil cantar relaxado e mostrar o seu verdadeiro potencial.
Eu, particularmente, não gosto nem um pouco das minhas apresentações, tenho certeza que, se tivesse outra oportunidade, poderia fazer muito melhor. Mas, ainda assim foi muito bom. Cheguei até os 108 do Brasil de 15.000 inscritos com duas aparições nacionais pelo SBT, sendo uma delas uma matéria de 1min e 08s. Gosto muito desse resultado.
Porém, acima de tudo, fiz muitos amigos que conheci do Brasil inteiro. Vi que existe muita
gente muito boa espalhada por lá cantando em barzinhos e esperando uma única chance pra poder mostrar o seu potencial e também percebi que não é nada impossível chegar onde se quer, é só lutar por isso que as portas vão se abrindo e o universo vai conspirando a favor. Por isso, o ídolos foi mais um dos motivos que me fez sair de ‘Floripa’ em busca do meu sonho maior.
Como são as suas apresentações e que tipo de música brasileira você costuma tocar? Trabalho nas noites, tocando nos bares, fazendo o que mais gosto. Toco sozinho, violão e voz, e costumo deixar as pessoas à vontade para pedirem suas músicas. Assim, acabo fazendo um repertório diferente todas as noites e consigo agradar a maioria. Meu repertório varia em torno da música Pop atual. Dentre os brasileiros cito Jota Quest, Lulu Santos, Jorge Vercilo, Djavan, Paula Lima, Fábio Jr., Seu Jorge, Tim Maia, Ed Motta, Ana Carolina, Kid Abelha, Cláudio Zoli, dentre muitos outros que eu gosto. De internacionais gosto de Jack Johnson, Ben Harper, Maroon 5, Ne-Yo, Alicia Keys, Ernie Halter, Jason Mraz, Colbie Caillat, Corinne Bailey Rae, entre outros. E quem são seus ídolos na música? Meus ídolos são vários, mas posso citar o próprio Djavan, Jorge Vercilo, Ana Carolina e o Jota Quest, dentre os brasileiros. Se eu fosse fazer algum show grande gostaria que fosse baseado nos shows de Fábio Jr., Ana Carolina e Jorge Vercilo.
Por que saiu do Brasil e escolheu os EUA para morar? Quando saí do Brasil tinha em mente que meu destino final seria a Europa, por isso vim pra cá pra fazer dinheiro por um tempo e com o intuito de ir tocar na Europa. Mas aqui meus planos mudaram. Percebi que aqui existem muitas possibilidades e não tenho mais a pretensão de sair tão rápido daqui não. Acredito que nos Estados Unidos posso construir uma carreira sólida que me leve à Europa, à Austrália, ao Japão e até mesmo ao Brasil novamente (digo como músico, fazendo apresentações). Quando veio morar aqui já trabalhava com música ou fez outras coisas? Comecei a tocar no quinto dia depois da chegada, pois já tinha o contato pré-estabelecido. A partir daí fui pedindo pra tocar em outros bares e abrindominhas próprias portas. Ainda assim, no primeiro e segundo mês, trabalhava como entregador de pizzas durante o dia para ajudar a pagar as contas do começo que são pesadas. Além dos EUA, você já morou em outro país? Já havia morado na Austrália em 1998 por 3 meses. Foi uma experiência bem diferente, eu era um moleque ainda e fui só pra estudar inglês. Naquela época minha família ainda tinha condições de me bancar e o dólar ela praticamente 1 por 1 também, isso facilitou bastante. Logo, aproveitei muito pra conhecer o país e arredores sem a preocupação de ter que me sustentar financeiramente. Como você avalia a qualidade da música feita no Brasil nesses últimos anos?
A música brasileira é riquíssima. Em ‘Floripa’ mesmo temos várias bandas que fariam muito melhor do que muito artista que aparece nacionalmente por lá na TV. Infelizmente não é todo mundo que tem acesso a isso. As gravadoras não investem mais nos músicos como antigamente, tudo gira em torno de (muito) dinheiro e ser músico no Brasil é uma profissão muito difícil, pois é mal remunerada. Quem consegue sobreviver com isso tem que dar-se por muito satisfeito. Assim sendo, atingir o eixo Rio-São Paulo e colocar uma música na novela pro Brasil poder te ouvir, só se você tiver um QI (Quem Indica) muito bom. Como ‘Floripa’ tá lá no sul, longe disso tudo, o caminho é ainda mais difícil. Mas fico muito satisfeito em ver que os artistas brasileiros são guerreiros. Fazem porque gostam, porque amam a música e o seu instrumento, mesmo não ganhando dinheiro. Conheço vários que trabalham horrores a semana toda em outras profissões pra poder tocar no fim de semana e fazer disso a sua realização pessoal. O que o Brasil representa para você? E os Estados Unidos? O Brasil é meu país, é minha raiz, minha cultura, todos os valores que eu tenho foram criados lá pelos costumes do próprio povo e pela minha família. Já a América é um país de valores e cultura bem diferente do nosso, mas nada complicado de se adaptar. Em contrapartida, tem muita oportunidade e é um país que, querendo ou não, dita muita coisa pro resto do mundo. A música é uma delas. Eu vejo muita oportunidade aqui e por isso quero ficar por um bom tempo. E o que você planeja pra o futuro? Gostaria muito que Deus me desse saúde pra poder tocar meu violão até morrer. Um projeto de vida que eu gostaria de realizar é ter um estúdio em casa, onde eu possa me trancar e passar horas a fio com música, tocando o que for (bateria, piano, violão, guitarra) sem incomodar ninguém e nem ser incomodado. Acho que isso é o sonho de todo músico também. Saindo do meu mundinho, quero poder conquistar esse mundão, tocar em todos os continentes e mostrar a música e cultura brasileira por aí, sempre absorvendo as diferentes culturas visitadas. Fique por dentro da agenda de Gustavo Fidelis visitando seu site: www.gustavofidelis.com
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